O Festimalha da persistência

07/06/2018

Chega ao fim mais uma edição do Festimalha. Entre um cenário de crise econômica, calor excessivo e falta de combustível, 61 expositores – entre eles 45 malharias, cinco de acessórios e 11 de alimentação - demonstraram que com união é possível superar desafios, mesmo quando esses parecem ser intransponíveis. Em 27 dias de feira, um público de 55 mil visitantes passou pelos corredores. Agora, a Associação Comercial e Industrial de Nova Petrópolis (ACINP) se prepara para avaliar o evento com olhos em 2019, ano da 30ª edição da maior feira de malha tricot do Sul do Brasil.

“As dificuldades desta edição se apresentaram em cada final de semana. Resistimos, sempre confiantes. Com muito esforço e empenho realizamos uma bela feira, com malhas lindas e o sorriso no rosto, a espera de nossos visitantes, que vieram. Sim, em menor número do que esperávamos, mas marcaram presença”, ressalta o presidente da ACINP – entidade promotora -, José Paulo Boelter.

Nos dois primeiros finais de semana, o calor excessivo impactou na opção de turismo. Com temperaturas típicas de verão, muitas pessoas optaram pela praia ou outros atrativos ao invés da malha. “O clima interfere diretamente no Festimalha. Quando falta frio, o movimento e as vendas caem”, destaca Boelter. Com a chegada do frio, organizadores e malheiros se prepararam para o aquecimento das vendas, que foi prejudicado em razão da falta de combustível, impedindo o deslocamento dos visitantes. “O desabastecimento foi o grande vilão. Quem conseguiu abastecer o carro, aproveitou o último final de semana. Sentimos uma melhora no fluxo de visitantes neste sábado e domingo, mas ainda abaixo do normal”, lamenta o presidente.

Com o término do Festimalha, maior evento da cidade, a grande aposta de recuperação dos malheiros é que o frio permaneça e o turismo melhore na cidade com a normalização do abastecimento de combustível, contribuindo para o movimento nas lojas de rua.

Cultura e arte local

As Meninas Cantoras de Nova Petrópolis embalaram a tarde deste domingo no Festimalha. Regidas pelo maestro Federico Trindade, as 15 cantoras interagiram com o público, que foi levado a cantar junto com elas numa apresentação dinâmica e surpreendente. O grupo, marcado pelo diálogo entre o tradicional e o contemporâneo, o popular e o erudito, já se apresentou em São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Santa Catarina, além de países como Argentina, Espanha e Uruguai.

Fotos: Mauro Stoffel

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